quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Internacional

D’Ale se derrete pela torcida: ‘Não dá para entender tanta paixão’

Argentino diz que Inter é o clube fora da Argentina com o qual ele mais se identificou. ‘O colorado é doente’, diz ele

Por Alexandre Alliatti e Richard Souza Porto Alegre


D`Alessandro Internacional com medalha libertadores na bocaD`Ale morde medalha: campeão da América no
Inter (Foto: Vipcomm)

Teve uma empatia natural a relação entre Andrés D’Alessandro e a torcida do Inter. Quando ele desembarcou em Porto Alegre, em julho de 2008, percebeu que aquele povo vermelho estava disposto a idolatrá-lo, como se buscasse um novo Fernandão. Passados dois anos, o argentino é campeão da Libertadores e se firma como um dos maiores ídolos recentes do clube. Minutos depois de erguer a taça continental (nesta quarta-feira, com vitória de 3 a 2 sobre o Chivas), El Cabezón se derreteu pela torcida vermelha.

- Nesse momento, eu lembro da minha família. No momento ruim, no momento bom, minha família está presente. Tem gente que perdi, da minha família, que está sempre dando uma força. É o primeiro sentimento. Depois, a gente vai se dando contas do que conquistou. O torcedor mesmo passa isso. O colorado é doente. Não dá para entender tanta paixão. Estou muito orgulhoso das pessoas, do carinho que me dão. A gente faz parte disso. Tem que comemorar. É merecida essa taça – disse D’Alessandro.

O camisa 10 é torcedor do River Plate. Adora o clube argentino. Mas ele diz que o Beira-Rio é o espaço, fora da Argentina, onde ele mais se sentiu em casa. O meio-campista também defendeu o Wolfsburg, da Alemanha, o Portsmouth, da Inglaterra, o Zaragoza, da Espanha, e o San Lorenzo, da Argentina.

- Já falei, faz um tempinho, que acho que, fora da Argentina, o Inter foi o clube mais importante da minha carreira. Não tenho como não sentir isso. Estou aqui há dois anos. A gente conquistou um título que não tive a oportunidade de conquistar antes – afirmou o meia.

D’Alessandro não tem presença certa no Inter para o Mundial. Ele diz que pretende ficar, mas admite que analisará as propostas que fatalmente chegarão.

Internacional


Na 'melhor parte da vida', Leandro Damião lembra do amigo Walter

Depois de fazer um gol na decisão da Libertadores, atacante diz que sentiu falta do ex-companheiro



O corredor do vestiário, o túnel de acesso ao campo e o gramado do Beira-Rio ainda estavam cobertos de papel picado na tarde desta quinta-feira. Lembranças da festa pelo bicampeonato do Inter na Libertadores da América. Como se alguém que esteve no Gigante nesta quarta pudesse esquecer. A noite em Porto Alegre foi de êxtase, de festa que invadiu a madrugada. Para os jogadores, os protagonistas deste momento tão marcante, ela será eterna.

Na vitória sobre os mexicanos do Chivas, por 3 a 2, Leandro Damião, de 21 anos, fez o segundo gol, o da virada. Tanta coisa poderia passar pela cabeça dele, mas lembrou justamente de quem não estava no Beira-Rio.

- Assim que eu fiz o gol, comecei a pensar: cadê o Waltinho?, meu colega, meu amigo. Ele agora está seguindo a vida dele no Porto, que é muito bom para ele - contou.

Leandro Damião do InternacionalLeandro Damião vive dia de herói após o título da Libertadores (Foto: Alexandre Alliatti / Globoesporte.com)

Walter está em Portugal e faz parte de um grupo de jogadores que foram inscritos na Libertadores e saíram antes, mas também são campeões, campeões sentimentais. Assim como Danilo Silva e Thiago Humberto, além do técnico Jorge Fossati, que comandou o grupo até as quartas de final, sendo demitido antes da semifinal.

Campeão de fato, Damião lembra de tudo aquilo que viveu nesta temporada até chegar ao objetivo máximo. Antes de chegar ao Inter, em maio de 2009, o garoto natural do Paraná e corintiano na infância passou por times amadores de São Paulo e Santa Catarina até chegar ao Atlético de Ibirama, de onde foi "pescado" pelo Colorado.

- Foi muito difícil. Fui bem no começo do Gauchão, na equipe B. Soube aproveitar a chance. O Fossati me inscreveu na Libertadores, então não foi por acaso. O Roth assumiu, tive a chance de entrar e poder ajudar a equipe. É inexplicável entrar, fazer um gol e conquistar a Taça Libertadores como primeiro título profissional. Não sabia nem se seria relacionado para o banco de reservas e muito menos ter a oportunidade de entrar na partida. Quando o Celso Roth me chamou e pediu que eu ficasse entre os zagueiros, pensei em entrar e ajudar. Queria fazer alguma coisa para ser lembrado. Claro que atacante vive de gol e procuro marcar os meus, mas ser decisivo numa final de Libertadores era mais do que sonhava. Quando eu peguei aquela bola, resolvi correr, que nem é muito a minha. Estou tão feliz que nem consigo expressar - comentou.

Damião ressaltou ainda que sua história na partida decisiva poderia ter sido bem diferente.

- Imagina se eu entro e machuco o Tinga. Quando eu subi, acabei machucando com o joelho a cabeça dele. Deu um alívio quando eu vi o Tinga voltando... Imagina se eu entro, machuco o Tinga e não faço o gol - ponderou.

O atacante diz que a rotina não vai mudar. E ele não quer que mude. Vai continuar buscando espaço com paciência. Tem Brasileirão e Mundial de Clubes pela frente e ninguém quer ficar fora.

- É trabalhar, dar o máximo a cada dia, a cada treino, fazer um bom Brasileiro, buscar o título. Quem sabe eu entro na lista do Mundial? Minha família tem me ajudado bastante, meu pai sempre disse que era para ter calma quando não era escalado. Disse que as chances apareceriam. Há dois anos, não me via jogando com esses caras que estão aqui. Kleber, D’Alessandro. Nossa! Não dá para acreditar. Até agora, foi a melhor parte da minha vida - afirmou.

Internacional


Tales tira onda de campeão, some na festa do título e dá susto em Bolívar

Depois de erguer a taça com o pai, capitão do Inter, garotinho foi comemorar com a torcida e deixou o general preocupado no Beira-Rio

Por Alexandre Alliatti e Richard Souza Porto Alegre


Bolívar e Filho levantam a taça LibertadoresBolívar e Tales levantam a Taça Libertadores 2010
(Foto: AE)

Houve um momento da comemoração pelo bi do Inter na Libertadores da América em que Bolívar ficou tenso. Durante a explosão de alegria com os companheiros no gramado do Beira-Rio, na noite desta quarta-feira, o capitão colorado se deu conta de que Tales não estava mais por perto. Minutos antes, ele e o filho de dez anos levantaram a taça juntos. O general cumpriu a promessa que fez depois do primeiro jogo da final contra o Chivas, quando o garotinho esperto sonhou com o gol que o pai fez na vitória por 2 a 1, no México.

- Chegou um certo momento que perdi ele dentro de campo e fiquei muito preocupado, deixei até de comemorar para procurar. Mas fiquei muito feliz por ter realizado o sonho dele de poder levantar este troféu tão cobiçado. E ele faz parte disso também. Não queria ir à aula hoje, mas já dei uma dura. Falei para ir e aproveitar o momento, um momento importante da vida dele – contou.

O gramado do Gigante estava mesmo tomado por jogadores, funcionários do clube, jornalistas e torcedores. Não era difícil se perder, ainda mais uma criança. E o que teria acontecido a Tales? Quem o conhece não demora muito tempo para imaginar. Ele anda mais famoso que o pai.

- Ele estava beijando a medalha, mostrando para a torcida como se fosse um atleta (risos). Sei da personalidade que ele tem, dando entrevistas, fico muito contente porque ele é uma criança que vive isso comigo desde pequeno. Está pegando a parte boa dessas competições importantes, aparecendo em muitas emissoras. Fico feliz por poder fazer a alegria dele também – disse.

Ele estava beijando a medalha, mostrando para a torcida como se fosse um atleta. Sei da personalidade que ele tem, dando entrevistas, fico muito contente porque ele é uma criança que vive isso comigo desde pequeno"
Bolívar, capitão do Inter e pai de Tales

Com Tales, Bolívar teve a honra de erguer a Taça Libertadores pela segunda vez na carreira, a primeira como capitão. O dia 18 de agosto de 2010 não vai sair da memória.

- É um momento único nas nossas vidas. Poucos têm este prazer. Estou muito contente por ter conquistado mais um título de Libertadores, que para este clube é muito importante, para os jogadores também – afirmou.

O zagueiro é honesto. Sabe que o Inter não foi brilhante desde o início da competição. Oscilou, passou por maus bocados para ir à decisão. Tudo superado na base do comprometimento, da entrega, e do trabalho de um treinador que chegou quase no fim do caminho.

- Acho que da fase classificatória até o Estudiantes (semifinal) alternávamos altos e baixos. A equipe conseguia fazer algumas boas partidas, mas em outras não. Éramos muito criticados. Um grande plantel, mas havia a discussão se daríamos conta do recado. A parada da Copa do Mundo e a troca de treinador foi muito importante. O Celso Roth conseguiu recuperar jogadores que não vinham jogando. O próprio Taison, que não vinha tão bem na primeira parte, mas foi um diferencial do nosso time nessa segunda parte. O Celso Roth fez a diferença com seu trabalho, não desmerecendo o Fossati, que deu sua contribuição para chegarmos às semifinais – afirmou.

A quinta-feira foi de folga para o grupo colorado, mas nesta sexta haverá trabalho. Isso porque neste domingo a equipe tem compromisso pelo Brasileirão. Às 16h, recebe o Atlético-GO, no Beira-Rio.

Internacional


Medalha no peito e malas prontas: Sandro leva o Inter na bagagem

Campeão da América, volante embarca para a Inglaterra na próxima semana cheio de saudade: ‘Sempre vou ter um pouco do clube comigo’

Por Alexandre Alliatti e Richard Souza Porto Alegre


O dia seguinte ao bicampeonato do Inter na Libertadores tem sido uma correria só para o volante Sandro. Entre um compromisso e outro, a folga desta quinta-feira serviu para ele arrumar as malas e resolver os últimos detalhes da transferência do Colorado para o Tottenham, da Inglaterra. O volante bom de bola, e agora campeão da América, embarca para Londres na próxima segunda. Antes, nesta sexta, vai a Brasília visitar amigos e parentes. A despedida será num sítio. Ele deve ser apresentado pelo novo clube na próxima quarta-feira.

Sandro InternmacionalDe tão grande, o Inter não cabe na bagagem, mas está no coração do volante (Foto: Alexandre Alliatti / globoesporte.com)

A medalha do título continental fica. A menina dos olhos dele terá lugar de destaque na casa dos pais, Rosângela e Juacir. São eles quem guardam todas as lembranças da carreira de sucesso e meteórica. Esta ele gostaria de levar. Dá para ver pelos incontáveis beijos que ela recebe. A conquista mexeu com o jogador. Foi no Beira-Rio, seu vizinho em Porto Alegre, seu cartão postal, que teve a chance de se destacar como profissional, em 2008. Na bagagem, Sandro colocou roupas, um computador e um violão para tocar músicas sertanejas. Sem falar da enorme vontade de vencer, da saudade das pessoas, do Brasil, e sobretudo, do Inter.

- Sempre vou ter um pouco do Inter comigo. Mas é uma nova vida. Sei que eles têm os jogadores deles lá, que têm moral no clube. Vou chegar como jogador de Seleção também, que foi campeão da Libertadores. Eu sei que vou ter de começar do zero, nunca joguei lá, o torcedor não me conhece. Eu gosto disso, desses desafios. Vai ser difícil para mim, mas me sinto preparado – disse.

O volante não cabe em si de tanta felicidade. Ainda não cansou de se emocionar com a conquista mais importante da carreira até agora. Mas não vai embora sem deixar uma lembrança ao Inter. A camisa 99, número de jogos que disputou pelo Colorado, com o nome dele, vai ser emoldurada e ficará para o clube. Assim como todo o talento que Sandro dedicou aos vermelhos.

Sandro InternmacionalSandro enche medalha da Libertadores de carinho
(Foto: Alexandre Alliatti / globoesporte.com)

- Estou feliz demais, sem explicação. Desde o começo do ano, quando fui negociado, vocês viram como foi cada dia. E eu sempre dizia que sairia campeão. Tinha isso na cabeça. Fui coroado, foi maravilhoso este tempo no Internacional. É gostoso demais ouvir que estou marcado no clube, ainda mais no Inter, que tem uma história maravilhosa. Fazer história no Inter é maravilhoso. Tive só alegrias, um pouco de dificuldades também, mas tudo isso faz crescer – afirmou.

Houve quem pensasse que Sandro seria um jogador diferente por ter a saída marcada. E foi. Foi melhor. Cresceu de produção, não tirou o pé das divididas, se entregou por completo.

- Sempre pensava no grupo, que é maravilhoso, todos são muito amigos Vou sentir muita falta disso e pelo que o Inter fez por mim, me deu a oportunidade de chegar à Seleção. Quero dar continuidade para estar sempre na Seleção. Este título vai ficar para sempre – comentou.

Para os colorados, Sandro também fica.

Internacional


CBF anuncia nova data para o duelo adiado entre Santos e Internacional

Equipes se enfrentarão no dia 13 de outubro. Jogo foi remarcado a pedido do Inter, que se preparava para o primeiro jogo da final da Libertadores



A partida entre Santos e Internacional, válida pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, já tem nova data. Os times se enfrentarão no dia 13 de outubro, às 22h (de Brasília), na Vila Belmiro.

Originalmente, Peixe e Colorado duelariam no dia 8 de agosto, mas a CBF atendeu ao pedido dos gaúchos, que se preparavam para disputar a primeira partida da decisão da Taça Libertadores da América, contra o Chivas Guadalajara, do México. O Inter se sagrou campeão do torneio continental, nesta quarta.

Internacional

Kleber e Libertadores: no Inter, lateral-esquerdo chega ao título tão desejado

Conquista coloca o jogador entre os grandes da posição no Colorado



Os mais velhos vão lembrar de Oreco e Vacaria, das décadas de 50 e 70, respectivamente. A geração atual não esquece Jorge Wagner, campeão da Libertadores da América de 2006. Naquele mesmo ano, Rubens Cardoso fez história ao ganhar o Mundial de Clubes. Todos defenderam a lateral esquerda do Inter, ergueram troféus pelo Colorado. Marcaram o nome na história do clube.

kleber internacional gol chivas Kleber comemora o gol de empate do Inter, marcado por Rafael Sóbis (Foto: agência EFE)

Este ano é de Kleber. Campeão da Libertadores nesta quarta-feira após a vitória por 3 a 2 sobre o Chivas, o jogador dificilmente continuará no clube no restante da temporada. Sempre quando perguntado sobre uma eventual reformulação no grupo colorado, o vice de futebol do clube, Fernando Carvalho, destaca que não há controle apenas sobre a situação do camisa 6. Os direitos do atleta pertencem ao empresário Delcir Sonda.

Contratado em 2009, Kleber não chegou a ter momentos brilhantes na campanha da Libertadores, como fez no Santos, por exemplo, mas sempre se mostrou constante. Jogador de toque refinado, assistências e que também faz gols. Nunca viu o posto no time titular ameaçado. Chegou, vestiu a camisa e jogou. Foi assim com Tite, Mário Sérgio, Jorge Fossati e Celso Roth. Todos os técnicos apostaram nele.

Nunca gostei de me comparar a jogadores que vestiram a mesma camisa, nem aqui, nem no Corinthians, nem no Santos. Cada um deu sua parte, sua contribuição"
Kleber, lateral-esquerdo do Inter

O jogador também é muito querido pela torcida. Resolveu o problema da posição que andava carente há algum tempo. Também é campeão gaúcho e da Copa Suruga, títulos conquistados na temporada passada. Ele evita qualquer tipo de comparação com os antecessores. Diz apenas que tem dado sua contribuição ao clube.

- Nunca gostei de me comparar a jogadores que vestiram a mesma camisa, nem aqui, nem no Corinthians, nem no Santos. Cada um deu sua parte, sua contribuição. Pouco se fala, mas tem o Rubens Cardoso, um campeão mundial aqui. Se chegou e foi campeão, teve seus méritos. Eu procuro sempre fazer minha parte – frisou.

Há muito ele buscava esta Libertadores. Já foi até campeão mundial com o Corintihans, em 2000, mas ainda não tinha a taça mais desejada das Américas. Agora tem. Tem também títulos paulistas, do Rio-São Paulo, Brasileiros e Copa do Brasil. Currículo digno de um jogador de um clube campeão de tudo.

- Faltava só esse para carimbar e eu consegui. O mérito do time foi sempre se respeitar e respeitar os adversários. Todo título é emocionante - disse.

Palmeiras

Ronaldinho é liberado para acertar com Palmeiras, diz TV

19 de agosto de 2010 10h22 atualizado às 12h49

Belluzzo - 619 Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Fonte ligada a Belluzzo desmentiu informação; no clube, nada de confirmação
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

De acordo com o canal de TV por assinatura SporTV, o acordo entre Ronaldinho e Palmeiras pode estar mais próximo. O jogador já teria inclusive conseguido sua liberação junto ao Milan para acertar seu retorno ao Brasil, e dependeria apenas de acerto de detalhes para ser anunciado como novo meia palmeirense. Na noite da quarta-feira, Assis (irmão e representante de Ronaldinho) teria se reunido com Gilberto Cipullo, diretor de futebol do clube paulista. Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente palmeirense, não estaria na reunião, mas teria sido comunicado dos avanços na negociação.

A reportagem do Terra tentou entrar em contato com Assis, Cipullo, Belluzzo e com os assessores de imprensa do Palmeiras, mas não foi atendida em nenhuma das ligações. Entretanto, uma pessoa próxima ao presidente alviverde disse que a notícia "é tudo mentira". Segundo a informação, Belluzzo estava em Campinas na quarta-feira, e não entrou em contato com Cipullo sobre este assunto. No Palmeiras, o departamento de comunicação disse não ter informações a respeito.