segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Internacional

Aniversário triplo: o 16 de agosto na vida de Bolívar, o general colorado

Zagueiro faz aniversário junto com o filho e também comemora os quatro anos do título da Libertadores da América



- Que dia para fazer aniversário, hein, Bolívar?

- É mesmo. Um dia muito bom.

Triplamente bom. Bolívar, o general da zaga colorada, tem três motivos para ter o 16 de agosto como uma data fora do comum. Nesta segunda-feira, o capitão do Inter comemora 30 anos de vida. Também é o dia do aniversário de Tales, filho do defensor. E o mais impressionante: o mesmo dia em que o Colorado, há quatro anos, conquistou a Libertadores da América.

Bolívar - treino InternacionalBolívar completa 30 anos no mesmo dia em que o Inter festeja os quatro anos do primeiro título da Libertadores da América (Foto: Alexandre Alliatti / Globoesporte.com)

O jogador é emblemático para a mudança de rumos do Inter. Parece ter crescido na carreira do mesmo jeito que o Colorado cresceu como clube. Até começar a Libertadores de 2006, ele era um lateral-direito discreto, que até convivia com certa bronca da torcida. De repente, ele virou zagueiro, e dos bons. Já vendido para a o Monaco, da França, foi campeão da América. Voltou em 2008 para ganhar a Sul-Americana e agora poder ser bicampeão da Libertadores. Melhor: como capitão do time.

- Damos parabéns ao nosso capitão. Desejo muita paz e saúde para ele. É um jogador fundamental para nossa equipe. Nos dá muita segurança lá atrás. É um cara muito respeitado, principalmente por ter uma história no clube, já ser capitão. Só temos a agradecer. Espero que ele possa ser bicampeão na quarta-feira – comentou o lateral-esquerdo Kleber.

Bolívar, general e capitão, fez o gol da vitória de 2 a 1 sobre o Chivas na semana passada, em Guadalajara. Com isso, basta um empate na quarta-feira, no Beira-Rio, para o zagueiro ser bicampeão. Nesta segunda-feira, ele foi convocado pela imprensa para dar entrevistas, mas já está programado para falar na terça. E por dois motivos: primeiro, por ser o capitão, a voz oficial do elenco, o sujeito que se pronuncia em véspera de decisões; segundo, porque a assessoria de imprensa do clube prefere não mudar uma rotina que vem dando sorte.

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