Substituto de Vitor, Douglas mostra que pode ser solução na lateral direita
Criado no Goiás, jogador já teve passagens pelas seleções de base e impressiona pela segurança em seu trabalho
Douglas está em casa no Goiás
(Foto: Thiago Fernandes/Globoesporte.com)
O Goiás perdeu no início do ano um de seus principais jogadores na temporada 2009: o lateral-direito Vitor deixou a equipe rumo ao Palmeiras. A busca por um nome para a posição se tornou necessária. E a solução foi encontrada bem perto do Serra Dourada. Cria da casa, Douglas assumiu a posição e rapidamente conquistou a torcida. Neste domingo, inclusive, o passe para o terceiro gol do Esmeraldino contra o Atlético-GO foi dele. Contudo, o mau momento do time no final do Campeonato Goiano e início do Brasileiro fizeram a lua de mel com as arquibancadas ser interrompida. Mas nada que abale o jovem de 19 anos.
- O Vitor era um dos destaques do clube e assumir a posição dele não é fácil. A responsabilidade é muito grande. Mas eu estou bem. A torcida me apoiou bastante no início. Agora, de vez em quando pegam no pé, mas é normal por causa do momento do clube – afirma.
O curioso é que o jogador não é lateral de origem. Durante anos, Douglas atuou no meio-campo, armando as jogadas de ataque. A mudança veio após um torneio de base, onde o atleta se destacou atuando na posição.
- Na base, até o juvenil, eu jogava de meia. Aí me improvisaram na lateral e eu fui bem. Até hoje tem dado certo, então acho que é por aí mesmo.
Copa mexe com a cabeça
Como todos os jogadores de futebol, Douglas esteve com os olhos fixos na televisão durante a convocação de seleção para a Copa do Mundo. Um objetivo que ele sonha alcançar. E muito em breve.
- Claro que a gente sonha estar lá. Já fui convocado para as seleções de base oito vezes. E é o maior orgulho. No dia em que soube da primeira, nem conseguia acreditar. Saí lá do interior de Goiás para isso. Vou trabalhar forte para daqui a quatro anos estar naquela lista. Tenho quatro temporadas para isso.
Empreendedorismo fora de campo
Se dentro de campo as metas de Douglas são ambiciosas, fora dele o jogador também planeja melhorar a sua vida e a de seus pais. Hoje, o lateral sustenta a família, mas espera poder mudar esse cenário em breve.
- Minha mãe está fazendo alguns cursos e pretendo abrir um salão para ela. Com o meu pai, ainda estamos decidindo o que fazer. Eu ajudo, mas quero que possam ganhar o próprio dinheiro. Eles abriram mão de muita coisa por mim e nada mais justo que eu os ajude a se restabelecerem.
Não é à toa essa preocupação de Douglas. Quando o jogador, aos 12 anos, foi jogar no Goiás, seus pais venderam tudo no interior do estado e foram apoiar o sonho do filho.
- No início, quando a gente veio para cá, meu pai trabalhava aqui no clube, porque não tinha outra opção. Mas assim que pude, tirei ele desse emprego.
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